Portugal terá quatro mil imóveis para alugar a preços acessíveis

O governo português recentemente anunciou um programa para combater a crise habitacional através da conversão de imóveis devolutos em habitações de aluguel acessíveis à população. O projeto foi anunciado recentemente pelo governo como parte de um pacote para tentar amenizar a crise habitacional.

Cerca de quatro mil imóveis foram identificados pelo Ministério da Habitação como aptos para a conversão, sendo que muitos estão localizados nas áreas centrais de cidades como Lisboa e Porto.

Entre os imóveis destacados estão o ex-edifício da Defesa Nacional na Avenida de França, no Porto, um prédio vazio e ocupado por pessoas em situação de rua e usuários de drogas. As informações foi publicada pelo “Expresso”.

Em Lisboa, destacam-se o Convento da Estrela, o ex-Hospital Militar da Estrela e o Palácio Baldaya, todos com potencial para serem convertidos em habitações de aluguel acessível.

A crise habitacional em Portugal afeta não apenas pessoas em situação de rua, mas também imigrantes e trabalhadores precarizados que lutam para pagar o aumento dos custos de vida no país e que foram afetados com a paralisação causada pela pandemia de Covid-19.

Para manifestar sua insatisfação com a situação, uma manifestação pelo direito à habitação está marcada para o dia 1º de abril na região da Boavista, no Porto, onde está localizado o consulado brasileiro.

Apesar da demanda por habitação acessível, a região da Boavista está passando por uma intensa remodelação para atender ao fluxo populacional. Uma nova estação de metrô está sendo construída e um edifício comercial de grande porte deve ser erguido no próximo ano. Os moradores protestaram contra o projeto, argumentando que preferiam um jardim público.

A capital Lisboa e a crise imobiliária

Lisboa é a capital de Portugal, uma cidade histórica com muitos monumentos, museus e atrações turísticas. Porém, assim como outras cidades europeias, Lisboa enfrenta um problema crescente de falta de moradia acessível. O mercado imobiliário de Lisboa tem estado em alta nos últimos anos, impulsionado em grande parte pelo crescente interesse de investidores estrangeiros. Isso tem levado a um aumento significativo nos preços dos aluguéis e na gentrificação de alguns bairros.

Os preços dos aluguéis em Lisboa aumentaram significativamente nos últimos anos, tornando difícil para muitas pessoas encontrar uma moradia acessível na cidade. O aumento dos preços tem sido impulsionado por diversos fatores, incluindo a crescente demanda por moradias no centro da cidade, a gentrificação de bairros históricos e a falta de investimento em habitação social.

A gentrificação de bairros históricos de Lisboa, como Alfama e Mouraria, tem sido particularmente problemática. Enquanto esses bairros costumavam ser lar de comunidades mais pobres e imigrantes, o crescente interesse de investidores estrangeiros tem levado a um aumento significativo nos preços dos imóveis e dos aluguéis. Isso tem levado a um deslocamento de moradores de longa data e ao desaparecimento de comunidades tradicionais.

Anos atrás o governo português reconheceu a importância de abordar a crise habitacional em Lisboa e em outras cidades do país. Em resposta, o governo lançou vários programas de habitação social e de incentivo à construção de moradias acessíveis. No entanto, o impacto desses programas ainda é limitado e muitas pessoas continuam lutando para encontrar moradia adequada em Lisboa.

A crise habitacional em Lisboa e em outras cidades portuguesas também tem sido um desafio para os imigrantes que buscam viver no país. Muitos imigrantes em Portugal enfrentam dificuldades financeiras e são obrigados a viver em condições precárias de habitação, incluindo apartamentos superlotados e alojamentos informais.

O novo plano de Portugal será de enfrentar a falta de moradia acessível em Lisboa e em outras cidades portuguesas que vem sendo um problema complexo e multifacetado. Para enfrentar esse dilema, será necessário um esforço conjunto do governo, da sociedade civil e dos investidores privados para criar moradias acessíveis e combater a gentrificação de bairros históricos. Somente assim será possível garantir o direito à habitação para todos os cidadãos, incluindo o número de imigrantes que crescem a cada dia e, comunidades de baixa renda.

Imagem: EuroDicas

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